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Testemunho de S.S. e P.C.

Acredito que sou representativa de uma geração de mulheres que foi sucessivamente adiando o projecto de maternidade, devido a uma série de razões relacionadas, por um lado, com condicionalismos da própria vida e, por outro, com uma nova forma de encarar o desafio de ser mãe.

…as condições pareciam nunca estar reunidas. E o tempo foi passando…

Durante alguns anos dei prioridade ao meu projecto académico e, depois, ao profissional. Tornei–me mais selectiva e as pessoas com quem me fui relacionando pareciam nunca preencher os meus requisitos. Em suma, as condições pareciam nunca estar reunidas. E o tempo foi passando. Depois vieram novos desafios profissionais e pessoais, decorrentes da minha mudança de país. E o tempo foi passando.

Somente aos 41 anos decidimos seriamente começar a tentar. Confesso que, nessa altura, já com baixas expectativas, que se iam alimentando de cada comentário relativo a uma mulher, conhecida de alguém, que foi mãe aos 40. A verdade é que os meus receios tinham fundamento e a dificuldade de engravidar já era evidente ao ponto de termos decidido procurar ajuda de peritos em fertilidade. Foi nessa fase que contactámos a AVA Clinic.

Esta foi, provavelmente, uma das fases mais complicadas da minha vida. Primeiro, a aceitação dos meus problemas de fertilidade, ao que se juntou algum sentimento de culpa pela espera excessiva. Depois, a tomada de consciência, fria, de que poderia objectivamente ser um  projecto impossível…Embora, racionalmente, entenda que a maternidade não é determinante no sentido de realização de uma mulher, a verdade é que senti que, caso não viesse a superar esta situação, alguma coisa de muito importante ficaria por fazer na minha vida. A certa altura, a biologia parece sempre falar mais alto. Felizmente, a minha relação com o meu marido não foi afectada negativamente. Durante toda esta fase, conseguimos manter-nos próximos, o que foi determinante ao longo de todo este período.

A adopção, apesar de ter sido uma possibilidade nas nossas vidas, não se mostrava uma hipótese muito realista. Ouvíamos falar de listas de espera de 5 anos, com casais bem mais jovens. Ao fim de algum tempo, optámos por fazer uma Fertilização in Vitro (FIV), por recomendação médica. A probabilidade de engravidar não era elevada e existia a hipótese real de ter de repetir o processo, que, no meu caso, demorou cerca de 3 meses. Os procedimentos implicados na FIV implicam que tenhamos alguma coragem, pelo desgaste emocional a que estamos sujeitas durante todo o processo. O meu maior medo era ter de enfrentar mais uma decepção, já que a nossa resistência vai diminuindo. Mas existe apoio psicológico ao longo da aplicação dos procedimentos, que ajuda bastante. Mas o fundamental é mesmo acreditar.

Felizmente, não tive de me preocupar com questões acessórias, como as de carácter  financeiro. Por já ter ultrapassado os 38 anos, tive de recorrer a uma instituição privada, mas isso não constituiu problema, contrariamente ao que acontece com outros casais que pretendem fazer uma FIV.

Ao fim de 3 meses veio a melhor notícia da minha vida. Agora já não consigo imaginar-nos sem os nossos gémeos. À imensa alegria de os termos connosco, depois de tão sonhados, junta-se um enorme sentimento de realização, típico das lutas vencidas. E é esta a mensagem que quero deixar a todos os casais que possam estar a enfrentar dificuldades semelhantes. Por muito complicado que seja o cenário, não deixem de explorar todas as possibilidades. No momento em que eles nascem, todas as dificuldades anteriores se apagam.

Ao fim de 3 meses veio a melhor notícia da minha vida. Agora já não consigo imaginar-nos sem os nossos gémeos…