
A Indução da ovulação
Inseminação artificial (IUI –Intra-uterine insemination)
Fertilização in vitro (IVF - in vitro fertilization)
Microfertilização (ICSI - intracytoplasmic sperm injection)
Doação de gâmetas (ovócitos e espermatozóides)
Congelação de esperma, de tecido ovárico e de embriões
Transferência de embriões congelados
Tratamentos especializados para casos mais difíceis em obter gravidez
A Indução da ovulação
Quando a infertilidade é causada por dificuldades de ovulação, muito comum por exemplo nas situações de ovários poliquísticos, é possível administrar medicamentos que melhoram a capacidade de funcionamento dos ovários. O tratamento é efectuado com comprimidos ou com injecções subcutâneas de gonadotrofinas.
A indução da ovulação é recomendada a casais jovens, que estão há pouco tempo a tentar engravidar, sendo também aconselhável a mulheres que têm ciclos menstruais irregulares. É fundamental confirmar que o espermograma é normal e que as trompas estejam desobstruídas.
Como a resposta dos ovários é muito variável, é indispensável efectuar um acompanhamento ecográfico para determinar a resposta dos ovários. Pode-se, assim, evitar uma gravidez múltipla e prever a data da ovulação. Nessa altura o casal deve ter relações sexuais.
Se a resposta dos ovários for adequada, a indução da ovulação pode continuar durante um período de 6 meses, após os quais se deve pensar noutras alternativas de tratamento.
As taxas de sucesso da indução da ovulação são baixas por cada tratamento, mas como é um tratamento fácil e económico, pode-se efectuar durante algum tempo, por exemplo em casais jovens que não tenham outros problemas de infertilidade.
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Inseminação artificial (IUI – Intra-uterine insemination)
A inseminação artificial está indicada para casais que estão a tentar engravidar há menos de 2 anos e que não tenham alterações graves no espermograma. As Trompas de Falópio têm que estar desobstruídas.
Na inseminação artificial, efectua-se geralmente uma leve estimulação ovárica para aumentar o potencial de resposta dos ovários. Esta deverá será avaliada por ecografia vaginal. Na altura da ovulação, a amostra de esperma do homem é tratada no laboratório, de modo a obter os melhores espermatozóides, que serão introduzidos no fundo do útero, através de um cateter.
Em casos de ausência de espermatozóides ou devido a alterações genéticas, pode ser usado esperma de um dador anónimo (AID – Assisted Insemination with Donor Sperm).
A Inseminação artificial é um método simples com taxas de sucesso à volta de 15-20% por cada tentativa. Por isso é razoável efectuar no máximo 3-4 inseminações, após as quais as taxa de sucesso diminuem, sendo preferível considerar a Fertilização in vitro.
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Fertilização in vitro (IVF – in vitro fertilization)
A Fertilização in vitro está indicada em casos de obstrução das trompas de Falópio, quando há alterações ligeiras no espermograma, em casos de endometriose ou mesmo para tratar a infertilidade de causas desconhecidas. A IVF também é muito eficaz para os casais que já tentaram outros tipos de tratamento sem sucesso.
Recorre-se também mais rapidamente à IVF quando existe uma situação de infertilidade há mais de 2 anos ou quando a mulher tem mais de 35 anos de idade.
Na maior parte dos casos, a duração do tratamento é de cerca de 3 semanas.
A AVA Clinic tem utilizado com muito sucesso os chamados protocolos com antagonistas. Estes tratamentos são mais cómodos para os casais, são mais curtos, originam menos efeitos secundários e proporcionam resultados excelentes.
Durante a fertilização in vitro, efectua-se uma estimulação dos ovários com injecções subcutâneas diárias durante um período de cerca de 9-12 dias. O acompanhamento ecográfico é fundamental para determinar as doses dos medicamentos a administrar e para definir a altura em que os ovócitos estão maduros. Nessa altura os ovócitos são retirados dos ovários através de uma punção. Este procedimento não necessita de anestesia geral e tem a duração aproximada de 20 minutos. Nesse mesmo dia o homem dá uma amostra de esperma.
O processo continua no laboratório com a fertilização dos ovócitos pelos espermatozóides. Após alguns dias de cultura, um ou dois embriões são transferidos para o útero através de um catéter fino. Os embriões que estiverem em boas condições e que não forem transferidos podem ser criopreservados (congelados) para uso posterior.
Em situações clínicas que o necessitem, na IVF podem usar-se ovócitos ou espermatozóides de dadores anónimos. Estes tratamentos podem ser efectuados na AVA Clinic.
As taxas de sucesso da IVF são de cerca de 35-42% por tentativa, dependendo muito da idade da mulher e da qualidade dos embriões transferidos. Com um conjunto de 3 IVF, consegue-se uma taxa cumulativa de gravidez de cerca de 75-80%.
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Microfertilização (ICSI – intracytoplasmic sperm injection)
A Microfertilização veio revolucionar o tratamento da infertilidade de causa masculina. A ICSI consiste na introdução de um espermatozóide em cada ovócito maduro para permitir a sua fertilização. A ICSI é usada em situações em que há alterações na qualidade ou da quantidade de espermatozóides (poucos espermatozóides, com diminuição da mobilidade ou alterações da forma).
A ICSI também se utiliza nos casais em que não ocorreu fertilização dos ovócitos em tratamentos de IVF anteriores.
O protocolo de tratamento é similar à IVF, no que diz respeito à estimulação dos ovários, à punção ovárica e posterior divisão embrionária.
Mesmo em situações em que não há espermatozóides no ejaculado, através de uma punção testicular (TESA) é possível obter espermatozóides que podem ser usados na ICSI para fertilizar os ovócitos.
A taxa de sucesso da ICSI é semelhante à da fertilização in vitro (IVF).
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Doação de gâmetas (ovócitos e espermatozóides)
Em situações clínicas que o justifiquem, a Ava Clinic pode utilizar espermatozóides e ovócitos de dadores saudáveis anónimos.
A doação de Gâmetas é utilizada nas situações clínicas em que é a única possibilidade de o casal conseguir uma gravidez saudável.
Isto acontece quando as células germinais do casal não existem (por remoção cirúrgica, por causas congénitas ou desconhecidas); têm alterações genéticas, ou os espermatozóides e ovócitos têm uma fraca qualidade, como acontece na sequência de tratamentos de quimioterapia.
Em Portugal publicou-se em 26 de Julho de 2006 legislação referente aos tratamentos de infertilidade (Lei 32/2006). Tal como na maioria dos países da Europa, a doação de ovócitos e de espermatozóides é permitida em Portugal. A legislação em vigor em Portugal está ao nivel dos países mais desenvolvidos, sem prescindir da regulação de aspectos e valores éticos.
A escolha criteriosa dos dadores baseia-se em consultas médicas, de psicologia e de análises clínicas. Os critérios de escolha ligam-se a aspectos físicos relacionados com a cor da pele, do cabelo e dos olhos.
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Congelação de esperma, de tecido ovárico e de embriões 
Se após os tratamentos de Fertilização in vitro ou de Microfertilização resultarem embriões de boa qualidade que não sejam transferidos, estes podem ser criopreservados/congelados para uso posterior do casal.
O mesmo método pode ser usado para criopreservação de espermatozóides, em que o homem deseja conservar os espermatozóides para utilização posterior. Este processo é recomendado, por exemplo, antes de se efectuar a vasectomia e antes de tratamentos de quimioterapia.
Hoje em dia também é possível o congelamento de tecido ovárico em certas situações clínicas, como sejam antes de tratamentos de quimioterapia. No entanto, a obtenção de ovócitos maduros do tecido congelado ainda tem um sucesso muito baixo, mas tem vindo a melhorar.
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Transferência de embriões congelados
O tratamento com transferência de embriões descongelados é muito importante para vários casais. Com a transferência de apenas um ou dois embriões no tratamento a fresco, o tratamento com embriões congelados é um óptimo complemento para os casais que não conseguem logo uma gravidez.
O tratamento é simples e consiste na preparação do útero com estrogénios e progesterona para receber os embriões que sobrevivem ao descongelamento e são viáveis. As taxas de sucesso andam à volta de 20% por tentativa.
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Tratamentos especializados para casos mais difíceis em obter gravidez
Em certas situações não se consegue uma gravidez mesmo após vários tratamentos. A maior parte das vezes não se conseguem determinar as razões do insucesso. Nestes casos é necessário reavaliar toda a situação e propor algumas alternativas:
• O Assisted Hatching é a abertura de um orifício na parede dos embriões antes de estes serem transferidos para o útero. Isto pode facilitar posteriormente a ruptura natural da parede do embrião (hatching) que ocorre antes da sua implantação na mucosa uterina.
• A Cultura prolongada de embriões (cultura de Blastocistos) é outra técnica que se efectua frequentemente na Ava Clinic. A cultura prolongada de embriões consiste em desenvolver os embriões até à fase de blastocisto (4 ou 5 dias), permitindo assim a escolha dos melhores embriões para transferir. Os embriões com 4-5 dias de desenvolvimento têm melhores possibilidades de se implantar no útero.
• A Maturação dos ovócitos in vitro (IVM) pode ser efectuada em algumas circunstâncias para colher e preservar ovócitos imaturos sem necessidade se utilizar medicamentos. Os ovócitos podem depois ser amadurecidos e fertilizados no laboratório, seguindo-se a transferência de embriões.
• O Diagnóstico pré-implantatório embrionário utiliza-se quando é necessário estudar alguns cromossomas dos embriões para saber se são normais antes de serem transferidos.
Neste exame retira-se uma das 8 a 10 células do embrião, e estudam-se o número e constituição de alguns dos seus cromossomas. Se o embrião for saudável do ponto de vista genético, pode então ser transferido.
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