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A Infertilidade Tem Solução

Cerca de dois em cada dez casais tem dificuldade em conseguir engravidar em algum período da sua vida. Em Portugal, isso traduz-se em vários milhares de pessoas afectadas, mas nem todas procuram tratamento adequado.

A infertilidade define-se como a incapacidade de um casal conceber depois de pelo menos um ano de vida sexual regular sem protecção, atendendo a que a fertilidade normal de um casal é de cerca de 20% por ciclo.

A infertilidade motiva uma procura crescente de ajuda médica por situações sociais que se relacionam com o planeamento familiar tardio da maternidade, geralmente relegada para um período após a estabilização de uma carreira profissional. De notar que a idade média da mulher para ter o primeiro filho era há duas décadas os 25 anos de idade, e agora são quase os 30 anos.

Os riscos de complicações da gravidez aumentam com a idade da grávida e outra importante mudança é o declínio da fertilidade masculina, que se reflecte na quebra dos parâmetros de qualidade do esperma. Uma das causas mais prováveis será a poluição decorrente de derivados industriais tóxicos contendo estrogénios, a vida irregular e o consumo de tabaco e álcool, entre outros.

A infertilidade deve merecer investigação médica o mais tardar ao fim de um ano de vida sexual regular sem contracepção e sem se verificar gravidez. As excepções a esta regra são os casais em que a mulher tem mais de 35 anos ou se existe alguma patologia que condicione a fertilidade. Nestes casos, deve iniciar-se a investigação ao fim de um máximo de seis meses de vida sexual regular sem protecção.

Causas?… Muitas!…

Nos anos mais recentes tem existido crescente informação pública em relação aos problemas de infertilidade e das respectivas possibilidades de tratamento, o que de algum modo tem diminuído o tabu e o estigma social que envolvem este assunto, fazendo com que cada vez mais casais procurem atempadamente a ajuda médica necessária.

Apesar das causas de infertilidade serem diversas, podem dividir-se igualmente entre problemas masculinos e femininos, sendo que muitas causas continuam a ser desconhecidas. De notar que a idade da mulher é, isoladamente, a maior determinante da fertilidade do casal. Uma mulher nasce com todos os óvulos que vai utilizar na sua vida reprodutiva e estes diminuem com a idade. A partir dos 36-37 a diminuição do número de óvulos é mais acelerada, sendo que a partir dos 40 anos existe uma maior dificuldade em engravidar.

Em aproximadamente 35% das situações a causa de infertilidade é um problema do homem (poucos espermatozóides ou sem características adequadas). Noutros 35% dos casos o problema é da mulher – o mais frequente é haver perturbações da ovulação, mas a obstrução das trompas é também uma situação relativamente comum.

Em cerca de 20% dos casais inférteis ambos os cônjuges contribuem, em maior ou menor grau, para o problema. Em 10% dos casais não se detecta qualquer razão aparente para a infertilidade, sendo estes casos denominados de infertilidade inexplicada.

No caso das mulheres, as doenças do útero, como fibromiomas, anomalias congénitas na configuração e alterações na cavidade uterina, muco cervical desfavorável, endometriose e abortos de repetição devidos a alterações hormonais/imunitárias ou a malformações congénitas do útero podem contribuir para as causas de infertilidade.

Em relação aos homens, os problemas mais comuns relacionam-se com os espermatozóides: diminuição do número (menos de 15 milhões por mililitro de ejaculado) ou da diminuição da motilidade e de configuração anormal. É importante compreender que espermatozóides anormais não dão origem a crianças com malformações, mas não têm tanta capacidade de fertilização. Existem também muitos casos em que não existem espermatozóides no ejaculado (azoospermia).

Vale a pena recordar que, excepto em situações graves, a maioria dos homens com diminuição da quantidade de esperma (oligozoospermia) pode fecundar, dando origem a uma gravidez, mesmo sem tratamento. Mas por vezes o período para que isso aconteça pode ser prolongado.

Se a duração da infertilidade é longa (mais de 2-3 anos), a fertilização in vitro (FIV) pode ter uma indicação formal, e neste caso, além de tentar conseguir uma gravidez, serve também de teste quanto à capacidade de fertilização das células de ambos os elementos do casal. ♦