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Avaliação da dadora

Para determinar se a mulher é saudável e está em condições de proceder à doação, a avaliação das dadoras é feita de um modo criterioso e detalhado.

Todas as dadoras efectuam consultas de psicologia onde cada mulher pode analisar e discutir de forma confidencial, aspectos pessoais, psicológicos ou sociais relacionados com o processo de doação. A finalidade é a compreensão de todos os aspectos com vista a dar um consentimento informado. Nesta entrevista são abordados aspectos relacionados com a motivação e implicações sociais, éticas e legais associadas à doação. Por outro lado são providenciadas todas as informações gerais sobre o processo de doação.

Nesta entrevista as dadoras preenchem também um questionário clínico detalhado respeitando os princípios legais de compromisso de honra e que será posteriormente aprofundado e discutido na consulta médica.

Não se realizam testes psicotécnicos nem existe selecção das dadoras com base nas características de personalidade. Estes factores decorrem em muito da história pessoal da dadora, não havendo por isso risco de transmissão genética.

Para determinar se a mulher é saudável, as dadoras efectuam um exame ginecológico completo que permite confirmar a normalidade do seu aparelho reprodutor . Realizam-se várias análises sanguíneas, nomeadamente para confirmar a inexistência de hepatite B, C, HIV (Sida), Sífilis, entre outras.

Durante a consulta despista-se a existência de doenças genéticas e hereditárias conhecidas, quer na dadora quer na sua família mais próxima. É efectuado também o cariótipo (análise dos cromossomas) com vista à detecção das doenças genéticas (por exemplo Fragile X ). Não existem neste momento testes para verificar todas as doenças genéticas possíveis.

Os exames efectuados permitem também averiguar a saúde da dadora, assim como as suas potencialidades para poder engravidar mais tarde.

 

A doação não tem custos para a dadora

Os aspectos económicos não devem ser o principal motivo para a doação, sendo comum encontrar mulheres que já são dadoras de sangue ou de medula óssea. 
A dadora recebe uma compensação que é independente do número ou da qualidade dos óvulos. Este valor pretende cobrir o tempo dispendido, os incómodos associados à administração das injecções e ao tratamento, despesas com deslocações e as possíveis faltas ao trabalho durante todo o processo.

Quaisquer que sejam as razões para doar óvulos, centenas de casais ficarão eternamente gratos por essa decisão. 
No entanto, a AVA Clinic pretende que as suas dadoras vejam o projecto da doação como uma valorização pessoal e como uma atitude altruísta. É importante que compreendam todo o tratamento, os seus riscos e a dimensão humana do programa de doação. O que as dadoras recordam com mais intensidade é o facto de poderem ajudar os casais inférteis , por isso muitas dadoras repetem o programa de doação várias vezes.

O tratamento da dadora de óvulos

O procedimento médico para a doação de óvulos é semelhante ao que é feito para uma Fertilização in vitro (IVF). Como os óvulos são células mais difíceis de criopreservar (congelar), ao contrário dos espermatozóides, a sua fecundação tem que ser feita após a sua recolha.

Num ciclo de doação pretende-se estimular os ovários a produzirem mais óvulos do que num ciclo normal, utilizando medicação semelhante à usada nas mulheres que efectuam uma IVF. 
Antes de iniciar o tratamento, os ciclos da dadora e da receptora têm que ser sincronizados, recorrendo-se para isso à pílula ou a outras hormonas. O tratamento da dadora demora cerca de 17 dias, que corresponde à parte activa de administração dos medicamentos. 
Após a menstruação do ciclo de tratamento, inicia-se uma estimulação dos ovários com hormonas injectáveis (gonadotrofinas) que permitem o desenvolvimento de um maior número de folículos (pequenos sacos de líquido no seio dos quais se encontram os óvulos).

As injecções subcutâneas são administradas diariamente pela própria dadora durante cerca de 9 a 12 dias, de uma forma simples, com recurso a um dispositivo semelhante ao usado pelos diabéticos para a administração de insulina. Durante este período efectuam-se ecografias com sonda vaginal para averiguar o grau de resposta dos ovários.

Após o amadurecimento dos folículos é administrada uma injecção subcutânea que liberta os óvulos para o líquido folicular e cerca de 36 horas depois procede-se à sua punção. Este procedimento, que demora aproximadamente 30 minutos é efectuado através de ecografia vaginal, sob sedação e analgesia para evitar a dor e desconforto. Após o procedimento a dadora fica sob vigilância o tempo necessário, mas não tem que ficar internada para o dia seguinte, podendo fazer a sua vida normal.

O processo de fertilização continua no laboratório, onde os óvulos obtidos são inseminados com os espermatozóides. Dos embriões resultantes, um ou dois são posteriormente implantados no útero da receptora.

A dadora terá a sua menstruação dentro de uma semana e o sistema hormonal e o ciclo menstrual voltam ao normal rapidamente. Um mês após a concretização da doação é feita uma consulta médica de seguimento e recolhidos os seus comentários sobre o processo.

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Os riscos da doação de óvulos

Desde o seu início em 1983, a doação de óvulos tem vindo a aumentar de tal forma que ocorrem anualmente milhares de ciclos de doação em todo o mundo, por se tratar de um processo cujos riscos são mínimos e toleráveis. A doação não afecta a fertilidade da dadora, uma vez que o número de óvulos extraídos é reduzido. 
Em algumas mulheres o tratamento hormonal pode causar cansaço e dores de cabeça e as injecções podem provocar um ardor transitório no local da administração. Na parte final do tratamento podem ocorrer um certo inchaço e algumas dores abdominais. 
Certas dadoras podem ter uma hiper-reacção dos ovários provocada pelos medicamentos (hiper-estimulação), no entanto este risco é minimizado com a realização das ecografias de controlo da resposta ovárica.
 Durante a punção dos ovários há um risco mínimo de infecção ou de hemorragia (menor que 1 em cada 1000 casos). 
O uso da pílula ou de dispositivo intra-uterino não são contra-indicações para o tratamento, mas durante o tratamento é feita uma pausa de um ciclo na toma da pílula.

Algumas mulheres referem alguma ansiedade durante o tratamento, relacionada com a responsabilidade de realizar correctamente os procedimentos, expectativas sobre a qualidade dos seus óvulos e o desejo que o tratamento tenha sucesso.

Todos os estudos feitos com mulheres que fizeram doação de óvulos revelam não existirem riscos de perturbação psicológica futura, mesmo em mulheres que não tinham tido filhos.

 

Aspectos positivos da doação de óvulos

As dadoras referem que o acto de doar lhes trouxe uma grande satisfação pessoal, por terem sido úteis e generosas com casais que necessitam de algo que elas podem proporcionar. Este sentimento leva a que seja frequente uma dadora querer repetir a doação passado algum tempo.

Por outro lado, o facto de se proceder a um exame ginecológico exaustivo da dadora, pode ajudar a diagnosticar e tratar alterações que a longo prazo poderiam comprometer a sua fertilidade.

 

Ser dadora de óvulos no programa de doação da AVA Clinic

Se quiser ser dadora ou receber informação mais detalhada, contacte a nossa clínica, que lhe prestará todas as informações sobre como iniciar o processo ou esclarecerá todas as dúvidas que tiver. Leia mais sobre como doar óvulos na Ava Clinic aqui!

 

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